quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Senado: Bancada do PT mobiliza base aliada em favor da valorização salarial

O Bloco de Apoio ao Governo no Senado promoveu na tarde desta terça-feira (22) no Senado amplo debate em defesa da política do governo de valorização do salário mínimo. Segundo o líder do PT, Humberto Costa (PE), o objetivo é fortalecer os argumentos e garantir aos aliados segurança para o enfrentamento do debate no plenário. Humberto garantiu que não haverá dissidências na votação do reajuste do mínimo que ocorrerá desta quarta-feira (23/02).

Para o senador Lindbergh Farias (RJ), a oposição perdeu rumo do debate sobre o salário mínimo ao concentrar seus esforços para questionar a adoção, pelo governo, de um decreto estipulando qual é o percentual de reajuste do mínimo.

Lindbergh explicou a Constituição Federal é clara quando estabelece que o salário mínimo será fixado em lei e, por decreto presidencial, o governo traduzirá em números o que a lei estipular, exatamente o contrário do que a oposição tem defendido nos últimos dias. "A oposição está dando um tiro no pé", disse ele.

Em discurso na tribuna do plenário, Lindbergh fez uma defesa contundente da conquista do governo Lula que foi justamente o estabelecimento de uma política de longo prazo para o salário mínimo, acordada com as centrais sindicais, tendo por objetivo acabar com a insegurança ano após ano sobre o reajuste do salário mínimo. "O papel do decreto simplesmente é transformar em números o que está estabelecido na lei que fixará a regra de reajuste até 2015", afirmou.

Em aparte, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) ressaltou que o valor de R$ 545,00 já aprovado na Câmara dos Deputados por ampla maioria de votos garantiu um reajuste de 6,9%, enquanto a inflação do ano passado ficou em 6,47%. "Não é verdadeira a informação de que não está sendo dada a inflação integral. O que não podemos admitir é antecipar a inflação de 2011 para o reajuste deste ano", disse ela.

Marta enfatizou que a política de longo prazo é consistente e é a forma mais ampla e consistente para o bem-estar do trabalhador. "O salário mínimo garante a renda do trabalhador e também o emprego. Não é a toa que a taxa de desemprego caiu para 5,3%, o menor percentual da história", afirmou.

Lindbergh criticou a oposição pela tentativa de acabar com a conquista que foi a construção do acordo de longo prazo para o salário mínimo. "A oposição quando pede um salário mínimo maior do que a realidade permite, joga por terra sua bandeira histórica, que era a bandeira da estabilidade monetária", destacou. Lindbergh também foi aparteado pelas senadoras Marinor Brito (PSOL-PA) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

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