O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS) disse que "o orgulho de poder afirmar que os rumos do nosso País são coordenados e conduzidos por uma mulher". Maia também lembrou que as mulheres ainda enfrentam a exclusão dos espaços de poder econômico, social, político. "Nosso esforço será para que os temas das mulheres virem um debate e uma discussão cotidiana na Câmara dos Deputados", afirmou.A eleição da presidenta Dilma Rousseff foi citada como um marco histórico da participação política das mulheres em vários discursos na sessão solene do Congresso Nacional para comemorar o Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março.
Ao falar sobre as expectativas desencadeadas pela eleição da presidenta Dilma Roussef, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) avaliou os avanços em relação à ocupação de cargos por mulheres. Citou a eleição inédita de vice-presidentas no Senado e na Câmara e a indicação de nove Ministras. "Foi muito rápido. Mas, não podemos deixar que essa rapidez se esvaia; pelo contrário, queremos continuar nesse ritmo. Tenho certeza de que iremos continuar", disse.
A senadora enumerou três problemas que devem ser enfrentados na segunda década do século XXI : "O primeiro é o político; o segundo é trabalho e salário e, o terceiro, infelizmente, é a violência e a discriminação que estamos sofrendo ainda hoje de forma muito acentuada". Para ela, o grande desafio do momento é a reforma política e defendeu a lista de candidatos e o financiamento público como forma de garantir maior participação das mulheres. "Se a lista for aprovada, queremos sim um homem e uma mulher, porque senão virão 40 homens".
Em relação ao trabalho, a senadora criticou o fato de que as mulheres ainda ganham 30% a menos que os homens, nas mesmas profissões e com os mesmos níveis educacionais e são chefes de família, em quase 40% dos domicílios brasileiros. Marta lembrou ainda que, a cada 2 minutos, 5 mulheres espancadas no Brasil. "Temos o enorme avanço da Lei Maria da Penha, cuja flexibilização não vamos admitir de jeito nenhum! Foi muito dura essa conquista, e vamos manter a lei da forma como foi escrita, porque é assim que ela pode chegar a fazer uma diferença maior do que já está fazendo", acrescentou.
Ao abordar também a violência contra a mulher, a senadora Ângela Portela (PT-RR) criticou a impunidade dos agressores e alertou que "a leniência de uma parte da sociedade para com a violência tornam o terreno ainda mais fértil para novas e repetidas agressões que, em muitos casos, terminam na morte da mulher". Ângela ainda lembrou que lares violentos, onde as mães são rotineiramente espancadas e até mortas por seus companheiros, constituem o primeiro ambiente para a formação de jovens agressivos.
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