sexta-feira, 18 de março de 2011

CPI da Setec define primeiros convocados

Serão ouvidos o chefe da Divisão Funerária e um agente de suporte técnico; ambos afastados

CPI da Setec define primeiros convocados

Reunião da CPI da Setec

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) , que investiga os procedimentos adotados na Setec no que diz respeito ao serviço funerário, se reuniu nesta quarta-feira para definir o cronograma de trabalho.

Na reunião, os vereadores deliberaram sobre os documentos que serão requisitados; as pessoas que deverão ser chamadas para depor e outros procedimentos burocráticos para o funcionamento dos trabalhos.

Os primeiros a serem ouvidos pela CPI deverão ser Erivelto Luís Chacon, até então responsável pela Divisão Funerária, e o agente de Suporte Técnico Heitor Fernandes de Freitas Filho, funcionários afastados pela presidente da Setec, Tereza Dóro.

Eles foram mencionados na reportagem do jornal Correio Popular que denunciou o uso de cadáveres como objetos de estudo em um curso particular de tanatopraxia - técnica de conservação de corpos - realizado no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no Amarais, sem o conhecimento dos familiares.

Os integrantes da CPI definiram também que farão uma diligência à autarquia para terem acesso a documentos que estão em uma sala que teria sido lacrada pela presidência da autarquia por conta de uma sindicância interna. “Temos a informação de que existe uma pasta amarela com documentos e precisamos saber o que há lá”, disse Petterson.

Também serão requisitados documentos da CTAF e Tanatus, empresas de Botucatu, responsáveis pelo curso nas instalações da Setec, entre eles estão os relatórios com as datas das aulas. “Assim poderemos confrontar as datas com as diversas reclamações que têm chegado até nós e assim poder ouvir as possíveis vítimas, familiares de pessoas que podem ter tido o corpo utilizado na tanatopraxia”, ponderou o presidente da CPI.

A autarquia também deverá encaminhar à CPI cópia do contrato que autorizou o curso, o organograma funcional desde 1995, além de cópias das empresas e entidades que utilizam as instalações do necrotério municipal ou que manipulam os cadáveres.

As explicações que serão dadas na próxima segunda-feira (21/03) por Tereza Dóro, que foi convocada através de requerimento de autoria do vereador Tadeu Marcos, serão anexadas aos trabalhos como documento de prova.

A definição do nome do relator do processo ficou para o dia 28 de março, data da próxima reunião. Além de Petterson Prado e Tadeu Marcos, a CPI, conta com os seguintes vereadores. Leonice da Paz (PDT), Artur Orsi (PSDB), Sérgio Benassi (PC do B) e Jaírson Canário (PT) e Arly de Lara Romêo (PSB).

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