terça-feira, 1 de março de 2011

Habitação vistoria demolições da região Sudoeste

Técnicos da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), liderados pelo secretário André von Zuben, fiscalizaram as demolições executadas nesta sexta-feira, dia 25 de fevereiro, no Jardim Ouro Verde, na região Sudoeste. O grupo também vistoriou as demolições realizadas na mesma área, no Parque Universitário, e visitou o bairro Paraíso de Viracopos.

Os três locais foram os mais atingidos pelas chuvas dos dias 17 e 18 de fevereiro. Das 136 moradias interditadas preventivamente desde o dia 18 de fevereiro, na área Sudoeste da cidade, 114 já foram demolidas até dia 25 de fevereiro, numa das ações de remoção mais rápidas da Operação Verão 2010/2011, iniciada em 1º de dezembro de 2010.

O objetivo foi acompanhar o trabalho das diversas equipes da Prefeitura envolvidas nas remoções, principalmente dos técnicos da Sehab e Cohab, que desde o início da Operação Verão prestam atendimento à população atingida.

Além do trabalho delicado de convencer das famílias em deixar os imóveis, quando se comprova algum tipo de situação que ofereça risco às pessoas, esses profissionais ajudam a carregar os pertences das famílias nas mudanças, além de auxiliar as assistentes sociais do município a distribuir colchões e alimentos aos desabrigados.

Nesse tipo de ocorrência é comum que os profissionais trabalhem mais de 12 horas, inclusive nos fins de semana, segundo o responsável pelas ações da Secretaria de Habitação na Operação Verão, Vitor André Ferreira da Silva. O mais difícil é convencer as famílias a sair das casas, a princípio. Depois, no caso do imóvel ser condenado, acompanhar as pessoas no momento da demolição. “Não é fácil exercer essa função, mesmo sabendo que estamos salvando vidas”, revela.

Solidariedade

No momento em que a pá-carregadeira colocava abaixo mais uma casa em risco da Rua Igarapé, no Jardim Ouro Verde, alguns moradores reunidos do outro lado da rua conferiam a ação da Prefeitura. Entre eles, estava a dona de casa Luciana Andrade Lacerda, de 38 anos, que tem três filhos e vive no local há 16 anos.

Ela conta que nos dois dias de enchente o córrego Barro Preto subiu muito rápido, causando desespero na vizinhança. “Estou dando abrigo para quatro vizinhos, nos fundos, até que eles encontrem casa para alugar. É legal o que a Prefeitura está fazendo, dizem que vão plantar árvores na beira do córrego. Vai melhorar para todo mundo”, ressalta.

Enchentes

A alta incidência de alagamentos na região Sudoeste tem explicação. De acordo com o coordenador de planejamento físico-habitacional da secretaria de Habitação, Fábio Mazzaferro, os Jardins Ouro Verde e Paraíso de Viracopos, além do Parque Universitário, estão situados numa área de convergência de cursos d’água, pois os córregos Barro Preto e Areia Branca circundam o local.

E grande parte das moradias construídas estão na mancha de inundação dos cursos hídricos, isto é, a cada temporal, quando os córregos transbordarem, todo esse volume de água vai invadir as áreas próximas dos córregos.

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