sexta-feira, 11 de março de 2011

RMC tem nova denúncia de trabalho escravo

Auditores do Ministério do Trabalho e Emprego flagrou 26 trabalhadores em condições precárias de sobrevivência na Praia dos Namorados


Os operários, que vieram no início do ano de cidades do Maranhão, estavam em um alojamento sem estrutura, com superlotação e com problemas de higiene
(Foto: Divulgação)


Uma nova denúncia de trabalho escravo na Região Metropolitana de Campinas (RMC) levou auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para uma obra na Praia dos Namorados em Americana. No local, a fiscalização flagrou 26 trabalhadores em condições precárias de sobrevivência.

Os operários, que vieram no início do ano de cidades do Maranhão, estavam em um alojamento sem estrutura, com superlotação e com problemas de higiene. Os auditores também afirmaram que os trabalhadores estavam no local sem receber pagamentos. Este é o quinto caso de operários da construção civil flagrados em situação precária desde o final do mês passado.

O flagrante ocorreu na tarde desta quinat-feira (10/03). O Ministério Público do Trabalho (MPT) também foi ao local e constatou as mesmas irregularidades. Próximo ao alojamento, os fiscais encontraram uma segunda casa na mesma situação, dessa vez com 22 trabalhadores vindos de Alagoas.

Na casa — os operários trabalham na mesma obra do alojamento anterior — tinham que dividir um banheiro e as condições de higiene eram precárias. Neste segundo flagrante, o MPT afirmou que alguns trabalhadores estavam com pouca comida e também estavam com pagamentos atrasados. O MPT informou que 18 empreiteiras contrataram 150 operários para a construção em Americana.

Nos próximos dias o MPT vai se reunir com os responsáveis da construtora e empreiteiras para discutir a situação dos trabalhadores. Alguns querem voltar para o Nordeste e provavelmente a construtora irá custear a viagem, além de pagar os salários atrasados dos operários.

Nas últimas semanas, outros quatro casos de trabalho degradante foram registrados na região. Nos anos de 2009 e 2010 foram registrados sete casos em toda RMC. O MPT, a Prefeitura de Campinas e o MTE se uniram para criar uma força-tarefa com objetivo de combater situações de trabalho escravo e degradante no setor de construção civil em Campinas. No próximo dia 17, integrantes da força-tarefa irão se reunir para discutir ações no combate a este tipo de delito
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