sexta-feira, 15 de abril de 2011

Denúncia de trabalho escravo aumenta 50% no trimestre

O número de denúncias de trabalho escravo na construção civil no Ministério do Público do Trabalho (MPT) aumentou 50% na Região Metropolitana de Campinas (RMC). No primeiro trimestre de 2010, foram 17 denúncias contra empresas da construção civil na região de Campinas e no primeiro trimestre deste ano, foram 25.

Nos casos registrados nas últimas três semanas, fiscais identificaram condições desumanas a que os funcionários são submetidos da terceirização dos serviços por parte das construtoras. Três empreiteiros chegaram a ser presos por aliciamento de trabalhadores. Em geral, os trabalhadores são nordestinos e tem entre 18 e 25 anos, muitos trabalhavam no corte de cana e migraram para a construção civil.

A liberação de grandes quantias de dinheiro para projetos habitacionais, como Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, teve um efeito positivo, que foi a expansão do setor da construção civil, mas outro negativo, o crescimento das irregularidades.

O MTP vai chamar todas as construtoras para uma audiência pública em Campinas, para o enquadramento das empresas.

Hortolândia

Duas obras em Hortolândia foram encontradas irregularidades no alojamento. Em uma delas, o abrigo foi improvisado em um galpão. Em outra obra, a estrutura apresenta divisórias feitas com placas de madeira, sem colchões e instalações elétricas inadequadas.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, a construtora responsável pela obra já tinha sido chamada no início do ano para uma audiência pública no Ministério do Trabalho, onde foi cobrado o cumprimento das normas referentes à segurança e a saúde dos operários. No entanto, a maioria das exigências não foi atendida.

A assessoria da Construtora Faleiros disse que receberam do sindicato todas as melhorias que devem ser feitas no local e até o final dessa semana vão ser feitas modificações no local.

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