terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Prefeitura realiza demolição preventiva de 30 moradias nesta 3ª


A Prefeitura, por meio de uma força-tarefa que envolve as secretarias de Infraestrutura, Habitação e Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública, realizará na tarde desta terça-feira, 22 de fevereiro, 30 demolições preventivas de moradias condenadas através de laudo técnico. As casas tiveram suas estruturas comprometidas após o temporal que caiu sobre Campinas na última quinta-feira, 17 de fevereiro. Todas estão localizadas no bairro DIC I, região sudoeste da cidade.

Todas as famílias foram inscritas no Programa Auxílio Moradia e terão prioridade na aquisição de habitações do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), desenvolvido em parceria com o Governo Federal. O Auxílio Moradia destina R$ 371,00 mensais por um ano às essas famílias – podendo renovar por igual período. Até o final desse prazo, a Prefeitura se compromete a encaminhá-la a um projeto habitacional público.

O trabalho preventivo tem nos possibilitado minimizar os efeitos causados pelas chuvas torrenciais que atingem Campinas. O objetivo sempre será a preservação de vidas humanas, por isso a necessidade de demolir essas habitações que tiveram sua estrutura comprometida em função das chuvas”, explica o secretário de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública e coordenador do Gabinete de Gestão de Crise, Carlos Henrique Pinto.

Sidnei Furtado, coordenador da Defesa Civil, ressalta que além do monitoramento realizado durante todo o dia na cidade, vistorias são feitas sempre que ocorrências ou denúncias chegam ao órgão. “É importante a população se conscientizar cada vez mais da necessidade de acionar a Defesa Civil sempre que achar prudente – seja por queda de uma árvore ou movimentação do solo –, através do telefone 199, porque temos meios para tomadas rápidas de decisão e direcionamento do órgão ou secretaria responsável caso haja necessidade de intervenção imediata”, afirma Sidnei.

Temporal

O temporal que caiu sobre a cidade na última quinta-feira, 17 de fevereiro, com chuvas superiores a 133,6 mm, chegou muito próximo ao índice atingido, coincidentemente, no mesmo dia em 2003, quando seis pessoas morreram em função das chuvas, que na época foi medida em 140 mm. Na ocasião, além das mortes, foi decretado estado de atenção, 5 mil casas foram atingidas pelas águas, 2.500 pessoas desabrigadas e 72 pontes e travessias destruídas.

Há de se destacar o trabalho preventivo realizado pela Prefeitura nos últimos anos. Removemos mais de 5 mil famílias de áreas de risco, fizemos mais de R$ 900 milhões de investimentos em obras de infraestrutura, desde habitações a macrodrenagens e redes de esgoto, além de impedir que novas ocupações ocorressem em Campinas”, diz Carlos Henrique Pinto, secretário de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública e Coordenador do Gabinete de Gestão de Crise.

Temos programas considerados modelos, como o Auxílio Moradia, criado aqui em 2005 e copiado por centenas de cidade, e o nosso monitoramento, com tecnologia de última geração. A capacidade de resposta da Prefeitura tem sido a grande responsável por atingirmos nosso objetivo maior, que é o de preservar vidas”, confirma Sidnei Furtado.

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