Desde 1995 quando a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas – EMDEC - iniciou a coleta e análise de dados sobre a circulação e acidentalidade no município, 2010 entra para a história como o ano, no qual Campinas registrou a melhor marca relacionada à segurança no trânsito na cidade.
A taxa de mortalidade por 10 mil veículos caiu 73,5% no ano passado em relação a 1995. Em 2010, a cidade registrou 1,36 mortes para cada grupo de 10 mil veículos, enquanto há 16 anos, esse índice era quase 4 vezes maior (5,14). No comparativo 2009/2010, a queda na mortalidade por 10 mil veículos foi de 20,9% no último ano. Foram contabilizadas 1,72 mortes para cada 10 mil veículos em 2009, contra os 1,36 do último ano.
Os dados positivos refletem em 18 vidas poupadas no trânsito em 2010 em relação ao ano anterior, uma vez que em 2009 foram registradas 118 mortes nas vias; e, em 2010, foram 100 vítimas fatais – o que representa diminuição de 15,3% das vítimas fatais.
A EMDEC destaca que os dados consolidam a posição de Campinas como uma das cidades com índices semelhantes e até menores ao de países do primeiro mundo, que já conquistaram uma política e cultura de segurança no trânsito, como França, Canadá e Japão. Além disso, em todo o mundo aceita-se como um padrão positivo o índice de mortalidade por 10 mil veículos igual ou inferior a 3,0 – em Campinas essa taxa já é 50% menor que o aceitável – fato para comemorar.
“Se analisarmos que a frota apresenta crescimento constante, os dados ainda são mais significativos na preservação da vida. Mas tudo isso só foi possível graças aos investimentos nas políticas de segurança que envolvem o monitoramento, a fiscalização, a conscientização e educação de motoristas e pedestres realizado por toda equipe da EMDEC”, afirmou o secretário municipal de Transportes, Gerson Luis Bittencourt.
Bittencourt lembra, ainda, que em 2010 Campinas foi reconhecida nacionalmente pelo trabalho educativo e de segurança no trânsito com a Campanha “Preferência pela Vida” na Bienal de Marketing da Associação Nacional de Transportes Públicos, no Rio de Janeiro; e com o Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito.
Frota cresceu 7% em 2010
Enquanto os acidentes e mortes no trânsito apresentam queda, a frota de veículos na cidade segue tendência de alta. Em 2010, a frota de veículos automotores chegou a 733.075 unidades, o que representou um crescimento de 7,1% em relação a 2009, quando Campinas tinha 684.530 veículos registrados.
Os números do Detran revelam que a cidade ganhou 48.545 novos veículos em 2010 – ou seja, as ruas receberam a cada dia do ano 133 novos veículos.
Vale destacar que enquanto a taxa média de crescimento da população é de 1,2% aa, o crescimento da frota atinge taxa quatro vezes maior, tendo média de 5% a.a. E, em 2010, foi ainda maior, ultrapassou os 7%.
Com os dados da frota e população, fornecidos pelo IBGE e Detran-SP, a taxa de motorização da cidade é de 1 veículo para cada 1,47 habitantes – fato que coloca Campinas como uma das cidades brasileiras com elevado número de veículos em circulação.
Num comparativo com outras cidades, mas agora com os dados disponíveis do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e IBGE, Campinas tem proporcionalmente mais veículos que São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza e Salvador. E perde em taxa de motorização para Curitiba, Goiânia e Ribeirão Preto.
Perfil das vítimas
Mortes com motociclistas têm queda de 29,8%
O balanço de acidentes da EMDEC traz informações importantes sobre o perfil das vítimas fatais do trânsito na cidade.De acordo com o levantamento, as mortes entre motociclistas caíram 29,8%.
Em 2010, entre as 100 vítimas fatais, os motociclistas foram 40 (em 2009, eram 57); os ocupantes de veículos foram 22 vítimas fatais (no ano anterior, 24 – portanto redução de 8,3%), já os pedestres somaram 38 mortos no ano passado e 37 em 2009 (aumento de 2,7%).
Outro dado significativo é que apesar da redução de quase 30% das mortes com motos, a frota de motos cresceu 8% de 2009 para 2010; passando de 97.634 unidades para 105.427 motos.
O crescimento é um pouco menor que a média anual registrada, nos últimos anos, de 9,5% a.a. Hoje, as motos representam 14,4% dos veículos na cidade. Em 2009, representavam 8,8% do total da frota de Campinas.
Vale ressaltar que o pior índice de mortalidade com motociclistas em Campinas foi registrado em 1997, quando a taxa de mortes por 10 mil motos foi de 10,78 mortes para esse grupo. 2010 passa, portanto, a apresentar o melhor índice de redução de acidentalidade com esse segmento. No ano passado, a taxa de mortes por 10 mil motos na cidade foi de 3,79 – quase três vezes menos que 97; e 35% menor que a taxa de 2009, quando foi computado 5,84 mortes por 10 mil motos.
Já em relação aos acidentes envolvendo motos, a EMDEC registrou aumento de 1%. O total registrado em 2009 foi de 3725 ocorrências; e, no ano passado, 3.761 acidentes.
Acidentes têm o melhor índice da sua história
Campinas contabilizou no total, em 2010, 17.672 acidentes nas vias. Esse número representa que a cada grupo de 10 mil veículos, 241,1 registraram um acidente.
O índice é 52,4% menor que o registrado em 1996; e 7,7% menor do que o computado em 2009, que chegou a 261,3 acidentes por 10 mil veículos.
O total de acidentes em 2009 foi de 17.890 ocorrências.
Já os atropelamentos em Campinas caíram 8,2% em 2010. Foram registrados 710 acidentes desse tipo no ano passado; contra 773, em 2009. Nos últimos seis anos, ou seja, desde 2005, esse é o menor registro de ocorrências de atropelamentos na cidade.
Os dados de acidentes com vítimas apresentou leve aumento de 1%. Passou de 3.414 ocorrências em 2009 para 3.448, em 2010.
Em relação às ocorrências sem feridos ou vítimas, Campinas também apresentou queda de 1,4%. Foram 13.703 em 2009; e 13.514, no ano passado.
Participação dos veículos nos acidentes
Os automóveis continuam sendo os principais “vilões” na participação dos acidentes. Eles estão envolvidos em 75,3% das ocorrências, seguidos pelas motos com 11% e pelos ônibus, com 7,7%.
Neste quadro, a variação é muito pequena de um ano para outro seja para mais ou menos.
Confira:
| Tipo de veículo | 2010 | 2009 |
| Automóvel | 75% | 74% |
| Motos | 11% | 11% |
| Ônibus | 8% | 8% |
| Caminhão | 4% | 4% |
| Microônibus | 2% | 2% |
| Bicicletas | 0,5% | 1% |
Vias com mais acidentes fatais
John Boyd Dunlop, Amoreiras e João Jorge estão mais seguras. Ruy Rodrigues, mais violenta.
De acordo com o levantamento da EMDEC, as cinco vias que mais registraram mortes em 2010, foram:
- Avenida Ruy Rodrigues, com 9 vítimas fatais em 2010; contra 4, em 2009. Era a quarta colocada em 2009; e passou a acumular o maior número de mortes em 2010.
- Já a Avenida John Boyd Dunlop, que liderava o ranking das vítimas fatais, com 14 mortes em 2009, reduziu esse número para 4 vítimas fatais em 2010;
- A Avenida das Amoreiras que era a terceira colocada com 10 mortes no trânsito em 2009; em 2010, registrou 4 mortes.
- Em quarto lugar no ranking, aparece a Av. Dr. Moraes Salles, com o registro de três vítimas fatais em 2010. Esse posto era ocupado pela Av. João Jorge, com três vítimas em 2009; e, que não registrou nenhuma morte em 2010.
- E o quinto lugar, em 2010, foi dividido com Andrade Neves, Prestes Maia, Barão de Itapura, Avenida Brasil, Benjamin Constant, Lix da Cunha, Albino J. B. de Oliveira, José Paulino e outras vias que tiveram um registro de vítima fatal.
No ano de 2009, o quinto lugar foi ocupado pela Estrada do Friburgo com duas mortes; e, neste ano,a via não apareceu entre as 20 com mais acidentes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário